Entenda a Operação Lava Jato

Entenda a Operação Lava Jato

Como tudo começou?

Em 2009, a cidade paranaense Londrina passa por um inesperado aquecimento e crescimento imobiliário. A partir daí, surge uma denúncia, feita por um empresário do setor prejudicado em um empreendimento, que leva a Polícia Federal a descobrir uma das maiores operações de lavagem de dinheiro do Brasil. As autoridades chegam a uma rede de doleiros (pessoas que negociam dólares) ligada ao nome de Alberto Youssef (doleiro na cidade).

 

As investigações chegam à Petrobras

 

Essa rede de doleiros ligada a Alberto Youssef, movimentou bilhões de reais no Brasil e no exterior   usando empresas de fachada, contas em paraísos fiscais e contratos de importação fictícios (que não existiam de verdade). Acontece que Youssef tinha negócios com um ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, grandes empreiteiras e outros fornecedores da estatal. Os dois foram presos em março de 2014, e a partir daí os desvios em obras da Petrobras se tornaram o foco principal da investigação.

Em agosto de 2014, após ser preso pela segunda vez, Costa aceitou colaborar com as investigações em troca de redução da pena, acordo conhecido como delação premiada. Ele afirmou que ele e outros diretores da Petrobras cobravam propina e repassavam o dinheiro a políticos. As denúncias ajudaram na investigação. Em novembro de 2014, a polícia prendeu executivos de nove empreiteiras acusados de participação no esquema. Em junho deste ano, a operação chegou às duas maiores empreiteiras do país: Odebrecht e Andrade Gutierrez.

Por que Operação Lava Jato?

O doleiro Carlos Habib Chater, parceiro de Youssef em Brasília, usava um posto de combustíveis como fachada para seus negócios, e foi daí que surgiu o nome da Operação Lava Jato.

Como funcionava o pagamento da Propina?

De acordo com o Ministério Público Federal, diretores e funcionários da Petrobras cobravam ilegalmente grandes quantidades de dinheiro de empreiteiras e outros fornecedores para facilitar seus negócios com a Petrobras. Os contratos dessas empresas com a Petrobras eram superfaturados (acima do preço) para permitir o desvio de dinheiro dos  cofres para os participantes do esquema, que beneficiava os partidos políticos, responsáveis pela indicação dos diretores da Petrobras, lobistas, doleiros, funcionários públicos e  representantes de grandes empresas.

Um Buraco no orçamento do Brasil

Nos processos em andamento na Justiça, o Ministério Público Federal calcula que R$ 2,1 bilhões foram desviados dos cofres da Petrobras, mas é possível que o valor do prejuízo seja muito maior. No balanço de 2014,  publicado com atraso em maio deste ano, a Petrobras avaliou em R$ 6,1  bilhões as perdas provocadas pela corrupção. Ao todo, hoje, 494 pessoas e empresas estão sendo investigadas no Supremo Tribunal  Federal, juntamente com 53 políticos.

 

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