Ranking revela situação da saúde do país

Ranking revela situação da saúde do país

Quando o assunto é a qualidade dos cuidados paliativos oferecidos para pacientes terminais, o Brasil está no meio do caminho, de acordo com estudo da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), divulgado em outubro de 2015. O Ministério da Saúde diz que cuidados paliativos são um conjunto de procedimentos que dão atenção e cuidado integral para pacientes que não respondem mais a um tratamento curativo, estão doentes e já não conseguem viver de forma independente, trazendo qualidade de vida para essas pessoas até o fim de seus dias. Mesmo sabendo essa definição, o ranking mostra um Brasil perdido no quesito saúde pública.

Em um levantamento de 80 países, o Brasil ficou em 42º, atrás de nações como Uganda e Equador. No continente americano, o país está em 10º posição.

Em quase todas as categorias analisadas pelo estudo, o Brasil teve notas medianas. Mas o pior desempenho do país foi em sua capacidade de oferecer cuidados adequados para pessoas que estão à beira da morte e que necessitam de cuidados permanentes. Nesse quesito, o Brasil fi cou em 64º com apenas 0,3 pontos. Para comparação, a Áustria, país com melhor performance nessa categoria, ganhou nota 63,9.

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No mundo, apenas 34 dos 80 países analisados oferecem condições adequadas para pessoas no fim da vida, segundo o relatório. Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia dominam o topo da lista.

O relatório da Economist reconhece que o Brasil avançou na área, mas ressalta que ainda há um longo percurso para que o país atinja um grau de excelência na área. E esse longo caminho esbarra no Governo Federal e na atual administração pública, pois o governo investe muito pouco em cuidados paliativos, ou seja, o país ainda não cuida dos idosos com o devido respeito. Mesmo existindo programas financiados pelo SUS, que atendem essa parcela da população, eles não sustentam a demanda atual e a tendência é a situação se tornar mais crítica a longo prazo, uma vez que, no Brasil, a população com idade acima de 60 anos irá dobrar e chegará a sete milhões de pessoas em 2050, representando quase 30% dos habitantes do país, são dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Estatísticas como essa provam o motivo dos brasileiros optarem por investi r em planos de saúde como garantia de atendimento.

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