Setor importador aprendeu uma lição em 2015

Setor importador aprendeu uma lição em 2015

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Final de ano é sempre tempo de fazer balanços e avaliações. O que será que 2015 trouxe como aprendizado para os empreendedores e empresas? Um dos fatores que mais influenciou as empresas, que trabalham com importação de bens e serviços, foi a alto do dólar em 2015, que chegou a R$ 4,24, um recorde. Com isso, algumas organizações foram pegas de surpresa e enfrentaram um desequilíbrio nas compras e planejamento. Um exemplo aconteceu na Unicamp, no Hospital das Clínicas, em Campinas, que encontrou dificuldades para comprar equipamentos médicos, algumas licitações estavam cotadas em R$ 4 milhões, mas subiram para R$ 11 milhões, durante essa alta da moeda americana, cerca de 175% a mais.

Muitas vezes, planejamento e gestão evitam ou reduzem impactos na produção, gastos, compras de insumos (cada um dos elementos – matéria- prima, equipamentos, capital, horas de trabalho-  necessários para produzir mercadorias ou serviços) e lucros. “Se uma empresa qualquer depende de insumos estrangeiros para produzir, é prudente que tal empresa mantenha uma reserva em dólar, deste modo, os riscos relacionados ao aumento do valor desses insumos, causados pela alta do dólar, serão minimizados e a produção não será penalizada”, afirma o economista Higor Lemes, da AR Capital.

“Se uma empresa depende de insumos estrangeiros para produzir, é prudente manter uma reserva em dólar”

Seguindo essa lógica, as empresas devem manter um planejamento e ter sempre uma reserva em dólar, o que vale também para instituições públicas, ou para a Unicamp, como foi citado acima. “O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao setor público. Sabemos que as compras no setor público são mais burocráticas, pois dependem de licitação e podem demorar vários meses para serem concluídas. Assim, o valor de um determinado p r o d u t o ou serviço importado, que custe determinado valor hoje, pode ficar mais caro no momento de sua compra, o que pode impossibilitar sua obtenção. Então, o setor público deve aproveitar os momentos de “baixa” da moeda americana para fazer uma reserva em dólar e, assim, se prevenir contra o aumento dos produtos/serviços importados”, explica Higor Lemes.

Um quarto, ou seja 25%, das micro e pequenas empresas não sobrevivem no Brasil e a maior parte delas fecha as portas antes de completar dois anos de vida, de acordo com uma pesquisa do Sebrae. Um dos motivos para esse alto índice é a falta de planejamento das empresas, que em momentos de crise se descontrolam ainda mais nas finanças, no relacionamento com os clientes e fornecedores. Uma das dicas é ter sempre mais que um fornecedor, assim, se algo acontecer com a principal fonte de insumos, o empreendedor tem uma segunda ou terceira opção, o que não prejudicará o andamento dos negócios ou a linha de produção.

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