Educação Financeira nas escolas pode ser o diferencial para o país

Educação Financeira nas escolas pode ser o diferencial para o país

1. Liderança

Ao contrário do que muitos pensam, educação financeira é muito mais do que falar sobre dinheiro na escola. Além de melhorar consideravelmente a vida das pessoas, a educação financeira permite um fator ainda mais importante: a busca pela liberdade. Ou seja, quem não aposta em medidas de consumo consciente e escolha de bons investimentos, dificilmente alcançará a liberdade de fato, pois estará constantemente dependendo de outras pessoas e do sistema, como programas sociais de auxílio, bolsas governamentais, seguros… O Indef (Indicador de Educação Financeira), que foi criado há dois anos e avalia, numa escala de 0 a 10, como os brasileiros estão preparados para lidar com dinheiro, nesse caso, o país está com nota 6, que é considerada uma nota baixa.

O recente avanço econômico de milhões de brasileiros coloca o cidadão em contato com novas situações financeiras. O aumento das possibilidades de consumo torna necessário promover a educação financeira para despertar a consciência da população quanto às suas decisões. Adotar decisões de crédito, investimento, consumo e planejamento que proporcionem uma vida financeira mais saudável gera impactos não só a vida de cada um, como também no futuro do país. Agora, a pergunta é: como incentivar a educação financeira para as pessoas no Brasil?

Um caminho é por meio da Base Nacional Comum Curricular, lançada no dia 16 de setembro desse ano, que vai orientar a construção do currículo de mais de 190 mil escolas públicas e particulares do País e essa Base conta com a participação popular, ou seja, você pode contribuir para a construção desse documento opinando, até 15 de dezembro a pessoa ou entidade que quiser dar a sua contribuição deve entrar no portal basenacionalcomum. mec.gov.br e cadastrar-se, interagir e acompanhar as novidades de todo o Brasil. A especialista em educação infanti l Cássia DAquino, que em 1996 criou um programa de finanças para crianças e jovens de 2 a 17 anos, afirma que “o que interessa não é ter uma criança que lide bem com a grana, ela não recebe salário. O interessante é preparar as bases para que na vida adulta ela seja capaz de fazer isso”, explica Cássia.

“Também é necessário falar sobre educação financeira fora da escola”

Uma pesquisa realizada pela QuorumBrasil consultoria mostrou que 63% de crianças e adolescentes procuram informações sobre dinheiro em casa com pais ou parentes, isso quer dizer que também é necessário falar sobre educação financeira em ambientes fora da escola. O 1º Mapeamento Nacional das Inciativas de Educação Financeira, realizado pela Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira) revela que existem 803 iniciativas de educação financeira no Brasil, que 60% delas são totalmente gratuitas e 50% tem atuação nacional. Você já procurou por alguma delas?

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