O governo faz proposta para tentar agradar trabalhadores

O governo faz proposta para tentar agradar trabalhadores

O governo quer aprovar a liberação de recursos do Fundo de Garanti a por Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar a bancar os projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, para isso, fez uma proposta para tentar agradar os trabalhadores. Segundo a proposta, apresentado pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, ao conselho responsável pela gestão do FGTS, os trabalhadores teriam a opção de aplicar até 30% do saldo de sua conta em um novo fundo, o Fundo de Investi mento em Cotas (FIC), que poderia garanti r uma rentabilidade maior do que a atual, de cerca de 3% ao ano, mais uma Taxa Referencial. Resumindo, inicialmente, esse fundo compraria cerca de R$ 10 bilhões em títulos de dívidas do governo, com taxa de retorno de 7% ao ano, mais a TR e com prazo de dois anos para o pagamento, que traria um retorno superior ao rendimento que o FGTS oferece atualmente.Jornal_6_edição.indd

A lei do Fundo de Investimento (FI) que permiti ria esse tipo de aplicação já foi criada, mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) viu problemas em relação à segurança do investimento para os trabalhadores, dificultando a regulamentação e não possibilitando essa forma de aplicação até o momento. O novo fundo de investimentos em cotas (FIC) seria criado dentro do FI-FGTS, fundo bilionário que usa recursos do FGTS para investi r em projetos de infraestrutura. O FI-FGTS oferece rentabilidade e risco maior que o FGTS. Atualmente, o trabalhador não pode investi r diretamente no FI-FGTS. A proposta é que os 30% sejam aplicados em um FIC, o que permitiria elevar o rendimento do dinheiro aplicado.

A principal dúvida gira em torno da forma como se dariam os investimentos e o resgaste nos casos de demissão. Isso porque muitas das empresas sócias do FI-FGTS não têm ações na Bolsa, o que dificulta a avaliação do valor e a venda das cotas do fundo. Uma solução apresentada pela Caixa foi limitar a aplicação do novo fundo a empresas que estão na carteira há mais de um ano, em vez de ações, o que facilitaria atribuir preços às cotas. Resta esperar que a proposta seja aprovada pelo conselho responsável pelo FGTS, que é formado por membros do governo, trabalhadores e patrões.

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