Quanto custa um novo medicamento?

Quanto custa um novo medicamento?

3. Gastos Públicos

Recentemente a ANVISA proibiu que a USP de São Carlos produzisse a chamada “pílula contra o câncer”. A pílula é uma cápsula de fosfoetanolamina sintética que começou a ser sintetizada por um pesquisador do IQSC (Instituto de Química de São Carlos da USP) no final da década de 80. Porém, a mesma não passou pelas etapas de pesquisa necessárias para o desenvolvimento de um medicamento, portanto não existem evidências científicas de sua eficácia no tratamento do câncer e nem sobre sua segurança para uso humano.

O Brasil não é reconhecido como um país que investe em pesquisa de novos medicamentos. Pelo contrário, os grandes laboratórios multinacionais lançam anualmente vários medicamentos no Brasil, porém a origem dessas pesquisas está espalhada pelo mundo afora, mas quase nenhuma é feita no Brasil.

Somente depois de passar por cinco etapas (consulte a imagem) e com resultados favoráveis, é que um medicamento pode ter seu registro solicitado a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Todas as fases de PESQUISA CLÍNICA (com humanos) são aprovadas pelos órgãos competentes, como Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), a Comissão de Ética em Pesquisa (CONEP) e a ANVISA. Segundo a indústria farmacêutica, para cada medicamento de sucesso descoberto, centenas de substâncias são estudadas. Somente 10% das substâncias estudadas conseguem chegar a fase de PESQUISA CLÍNICA.

 O investimento em Pesquisa e Desenvolvimento é altíssimo. Segundo o National Institutes of Health dos Estados Unidos, o investimento numa nova molécula gira em torno de U$ 16 milhões e leva entre 10 e 15 anos para chegar até as farmácias.

A pílula contra o câncer não passou por todas as etapas de pesquisa, por esse motivo a ANVISA suspendeu sua produção e comercialização e, somente estão sendo produzidas com mandados judiciais.

 

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