Crise não atrapalha agronegócio brasileiro

Crise não atrapalha agronegócio brasileiro

O setor da Construção Civil teve uma baixa de 14,56% nos empregos em 2015 e encerrou o ano com 2,835 milhões de trabalhadores formais, retornando ao nível registrado de maio de 2010. O setor fechou 483 mil postos de trabalho em 2015, segundo o SINDUSCON-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil). Mas em meio à crise política e econômica que o Brasil vive, há um setor que teve números de se invejar, trata-se do setor Agropecuário.

 Em 2015, segundo dados do Ministério do Trabalho, o setor Agropecuário registrou 9.821 novos postos de trabalho. Com certeza não foi o sufi ciente para suprir as demissões do setor da Construção Civil, mas é uma lição para todos que mesmo no meio de uma crise, como a atual, é possível colher bons frutos.

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As projeções de crescimento da safra, em 2016, indicam que os produtores brasileiros mantêm forte confiança no setor agropecuário. A análise foi feita na quinta-feira, dia 14 de janeiro, pelo ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar, que destacou que o Brasil registra aumento da produção de alimentos há sete anos seguidos.

“O Brasil registra aumento da produção de alimentos há sete anos seguidos”

Durante coletiva à imprensa, Nassar ressaltou que, em 2015, o país ampliou em 7,7% a produção na comparação com 2014, alcançando o recorde de 209,5 milhões de toneladas – conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo diante da supersafra, as projeções apontam novo crescimento em 2016.

“Se olharmos para o passado, sempre que tínhamos um crescimento dessa magnitude não conseguíamos mantê-lo nas próximas safras, muitas vezes havia até queda na produção. E 2016, ao contrário, continua a crescer. Isso é muito positivo”, afirmou o ministro interino, que é o secretário de Política Agrícola do Mapa.

 Segundo os cálculos da coordenadoria de estudos e análises da SPA (Secretaria de Política Agrícola), o valor da produção agrícola deve crescer 1,8% (R$ 5,881 bilhões) e atingir R$ 326,837 bilhões. Para o setor de proteínas animais (carnes) a expectativa é de queda de 0,4% (795,5 milhões), para R$ 176,736 bilhões. Os benefícios macroeconômicos são muito relevantes pois refletem diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) e no saldo da balança comercial. Em 2015, a participação do agronegócio na balança comercial brasileira foi recorde, respondendo por 46,2% de tudo o que foi vendido ao exterior. Se o setor de agronegócio não ti vesse sido produtivo em 2015 nosso resultado de PIB seria, ainda, pior e o mesmo vale para 2016. Ou seja, o Brasil pode crescer mesmo com crise.

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