O que Thomas Edison pode ensinar sobre TDAH?

O que Thomas Edison pode ensinar sobre TDAH?

3. Educação

Uma história andou circulando pela internet no final de 2015, ela era um relato do inventor Thomas Edison, que dizia algo mais ou menos assim: Um dia inesperado, quando criança, Thomas Edison chegou em casa com um bilhete para sua mãe e disse “meu professor me deu este papel para entregar apenas  você.”

Os olhos da mãe lacrimejavam ao ler a carta e resolveu ler em voz alta o conteúdo dela para seu filho ouvir: “Thomas Edison é um gênio. Esta escola é muito pequena para ele e não tem professores ao nível dele para ensiná-lo. Por favor, ensine-o você mesmo!”

Depois de muitos anos, Edison veio a se tornar um dos maiores inventores do século.  Após o falecimento de sua mãe, resolveu arrumar a casa quando encontrou um papel dobrado no canto de uma gaveta. Ele pegou e abriu. Para sua surpresa era a antiga carta que seu professor havia mandado entregar para sua mãe, porém, o conteúdo era outro, dizia “Seu filho é confuso e tem problemas mentais. Não vamos mais deixá-lo vir à escola!” Edison chorou durante horas e então escreveu em seu diário: “Thomas Edison era uma criança confusa, mas graças a uma mãe heroína e dedicada, tornou-se o gênio do século.”

É claro que não dá para saber se essa história é verdadeira ou não, mas ela serve de exemplo para muitos pais na hora de lidar com aprendizado dos filhos. Segundo dados do Ministério da Saúde (2014) entre 3 e 6% da população mundial sofre com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, mais conhecido como TDAH, entretanto, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, dados de 2015), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH e fazem uso de medicação.

A medicação que promete tratar o TDAH é a Ritalina, nome comercial do metilfenidato, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes. O mais alarmante aqui é que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, o Brasil é segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Para Wagner Ranña, médico psiquiatra do Sedes Sapietiae, no Brasil “temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se a ela é mesmo necessária se é a melhor forma de cuidado”, afirma. Por isso, é importante a circulação dessas informações, para conscientizar os pais a respeito da educação e saúde de seus filhos, evitando a utilização desnecessária da medicação.

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