Falta de confiança dos investidores continua em 2016

Falta de confiança dos investidores continua em 2016

1. Investimentos

É Infelizmente, o ano de 2016 começou com a confiança muito baixa por parte dos empresários. A expectativa por boas notícias, ajuste fiscal, conciliação política do país e outros fatores, que contribuem para a recuperação da economia, são aguardados para que os empresários possam voltar a investir e retomar o crescimento do país.

Os indicadores apresentados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que em 2015 somente 74% das empresas investiram, o menor número desde 2010 e, 58% dessas empresas não conseguiram cumprir os investimentos como planejado. Ou seja, mais da metade das empresas que planejaram investir em 2015 não realizou seus investimentos conforme pretendido e as incertezas econômicas são a principal razão para a frustração dos investimentos.

Para 2016, esse número deve cair para 64%, em função do elevado custo de crédito/ financiamento, fraca demanda, ociosidade e aumento dos custos e da fraca demanda. E não para por aí. Dos 64% de empresas que pretendem investir em 2016, 92% delas vão voltar seu capital para a aquisição de máquinas e equipamentos, porém, numa proporção menor.

Entre os diversos setores industriais, o de Couros, calçados e Artefatos, são os que tem menor plano de investimento registrado. Mas, em contrapartida, entre os maiores planos de investimentos estão as mesmas empresas que se destacaram em 2015, são as dos setores de Industria Química (já que 84% das empresas desse setor planeja investir em 2016), Máquinas e materiais elétricos (com 78%), Alimentos (76%), Celulose e papel e Metalurgia (ambos com 74%).

Baseado nos indicadores deste ano, em que teremos uma retração da economia em torno -2,6%, a indústria prevê uma queda de 4,5% e a inflação alcançando o patamar de 6,8%, revelam novamente um ano de muitas dificuldades e incertezas econômicas, no qual as empresas não irão investir ou irão reduzir ao máximo sua taxa de investimento, como consequência disso o Brasil enfrentará uma alta na taxa de desemprego, podendo chegar a 11%, redução da demanda em bens secundários e terciários e aumento na inadimplência, refletindo na elevação das taxas de credito.

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