Crise traz crescimento para setores de usados e alimentícios

Crise traz crescimento para setores de usados e alimentícios

No ano passado, o setor de peças de reposição, que são as que o consumidor compra direto na loja, faturou 4,7% a mais que em 2014. Já as vendas para as montadoras de veículos caíram. O faturamento foi 25,4% menor em 2015 do que no ano anterior. Como tem menos gente disposta a comprar carro novo, as fábricas diminuíram a produção e, consequentemente, reduziram a compra de peças. Ou seja, a queda na venda de carros novos está ajudando um outro ramo ligado à indústria automobilística: o de autopeças. Ônibus e caminhões que são arrematados em leilões têm peças que estão boas, recebem uma etiqueta do Detran e podem ser compradas novamente, mas por um preço mais baixo.

“A crise jogou a favor dos produtos industrializados”

A crise também trouxe para o brasileiro a combinação de dois fatores: falta de dinheiro e falta de tempo. A falta de dinheiro fez com que as pessoas começassem a optar por alimentos mais baratos e, a falta de tempo por comida de preparo rápido. Isso trouxe um aumento na venda de insumos e pratos congelados, assim como dos processados, que tem essas duas características citadas (são baratos e rápidos de se fazer). Ou seja, itens que funcionam nas substituições do dia a dia em busca de alimentos mais em conta, na troca do filé mignon pelo frango, do frango pela linguiça e assim por diante.

2. Mercado Financeiro - Infográfico

A crise jogou a favor dos produtos industrializados, já que os produtos in natura (alimentos de origem vegetal ou animal consumidos em seu estado natural) tiveram grande elevação de preço. O frango in natura ficou 14,25% mais caro nos 12 meses terminados em janeiro. Neste mesmo período, a alta do frango congelado em pedaços foi de 3,81%.

Na busca do brasileiro por dinheiro, outro mercado que tem ganhado espaço é o de penhores e o de venda de roupas usadas. O penhor é um tipo de empréstimo em que joias, relógios ou canetas de valor são dados como garantia. A vantagem desse tipo de empréstimo é que os juros são mais baixos do que os consignados e o crédito pessoal. Para penhorar algo basta ir a uma agência da Caixa que trabalha com isso. Já no quesito roupas e móveis, é possível fazer as vendas através de brechós ou lojas virtuais, como a OLX, que contabilizou um aumento de 56% em novos anúncios desde março de 2015.

 

 

 

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