As empresas querem funcionários “curingas”

As empresas querem funcionários “curingas”

2. Profissão

As dificuldades econômicas enfrentadas pelo Brasil em 2015 mudaram o mercado de trabalho. Dados da pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) indicaram que a taxa de desemprego no Brasil foi de 9% entre agosto e outubro de 2015 (a pior taxa registrada pelo IBGE desde o início da pesquisa, em 2012). Esse encolhimento do mercado de trabalho, junto com o acúmulo de funções dos funcionários, mudou o perfil do profissional procurado pelas empresas, que cada vez mais buscam pessoas que tenham um conhecimento amplo em diversas áreas, assumem mais de uma função, com graduação e pós-graduação.

Dados do Censo da Educação Superior, divulgado pelo ministro da Educação, Henrique Paim, mostram que a quantidade de alunos que ingressaram na educação superior no Brasil chegou a 7,3 milhões em 2013, quase 300 mil matrículas acima do registrado no ano anterior, assim, no período 2012/2013, as matrículas cresceram 3,8%, sendo 1,9% na rede pública e 4,5% na rede privada. Num mercado cada vez mais concorrido e com menos vagas, investir na carreira, em novos conhecimentos e em habilidades é a melhor forma de se destacar.

“Como esse curso vai ajudar na minha carreira?”

Já uma pesquisa elaborada pela Gmac (Graduate Management Admission Council) revela que 76% das empresas tem a intenção de contratar profissionais com cursos de especialização. Os cursos de pósgraduação são elaborados para atender os “gaps” (lacunas, buracos) de conhecimento que existem nas organizações, por isso fazer um curso apenas para ter o título não adianta, é preciso encaixá-lo na sua trajetória profissional. As pessoas precisam se perguntar: “Como esse curso vai ajudar na minha carreira?”  Hoje, as empresas querem os “curingas”, pessoas que têm conhecimento em diferentes áreas e conseguem analisar um mesmo problema por diversos ângulos. Neste cenário, ganha a atenção do mercado quem tem especialização interdisciplinar, aqueles cursos que juntam duas ou mais áreas na mesma grade curricular. Atualmente, o Ministério da Educação lista mais de 400 cursos do tipo. Em média, a oferta desses cursos tem aumentado 20% a cada ano no país.

A tendência é que, com o passar do tempo, existam problemas mais difíceis para serem resolvidos e o empreendedor é um “futurólogo”, que é ensinado a estudar os cenários para pescar oportunidades, por isso, simular o dia a dia das empresas é apenas uma das estratégias das escolas para formar novos empresários. Escolas como Saint Paul, Insper, Fiap e Busines School São Paulo oferecem cursos voltados para o empreendedor, em que eles são desafiados na prática a roteirizar um negócio, criar startups e sair a campo para analisar a concorrência.

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