Máfia da Merenda Paulista atua em cidades do interior

Máfia da Merenda Paulista atua em cidades do interior

6. Gastos Publicos

Em janeiro de 2016, a Operação Alba Branca, deflagrada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo, começou a investigar o superfaturamento dos alimentos fornecidos nas escolas paulistas, além de também investigar o pagamento de propinas, formação de cartel para fraude a licitações, envolvendo Políticos, funcionários públicos e empresários. Ao todo 22 prefeituras do Interior Paulista podem estar envolvidas. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil de São Paulo, no final de março, durante a segunda fase da Operação Alba Branca, foram cumpridos 17 mandados nas cidades de Bebedouro (onde começaram as investigações), Barretos, Campinas e na capital. Só nessa ação, sete pessoas foram presas. A inspiração para o nome da operação vem do norte da Itália, cuja região é possível encontrar a Alba Branca, uma espécie de Trufa (iguaria culinária) de coloração branca. No caso da merenda, um litro de suco de laranja, por exemplo, custava para uma das entidades investigadas R$ 3,70 e era vendido nas licitações por R$ 6,80

Como começou?

 A investigação iniciou a parti r de uma denúncia de um ex-funcionário da COAF (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) da cidade de Bebedouro. Na denúncia, o ex-funcionário revelou um esquema de Cartel entre outras cooperativas para fraudar licitações de merenda escolar em todo o estado de São Paulo. Segundo a investigação, o esquema envolvia o lobista Marcel Júlio, filho do ex- presidente da Assembleia legislativa de São Paulo. Conforme divulgação da delação do lobista Marcel Julio, preso nas investigações, o esquema tinha participação direta do atual presidente da Assembleia, Deputado Fernando Capez, que fazia pressão nos demais integrantes do governo Alckmin, para a liberação dos contratos com as cooperativas agrícolas, estima-se que, até o momento, foram repassados cerca de 2 milhões de reais em propinas.

Como era o esquema? Beneficiados por uma lei federal de incentivo a agricultura familiar, as cooperativas citadas no esquema não necessitam de licitação para fornecer seus alimentos, os processos são feitos através de chamamento público (espécie mais simplificada de licitação). No total, as cooperativas são responsáveis por R$ 209,8 milhões (48%) do total de gastos com agricultura familiar no fornecimento de merenda.

Delação à vista O empresário Joaquim Geraldo Pereira da Silva, de 62 anos, foi preso no dia 28 de março, em Campinas, suspeito de participar do esquema de fraudes. Silva seria representante da Panificadora e Distribuidora Reali Jr. Ltda., com sede em Jarinu, e que teve quatro contratos com a Prefeitura de Campinas, sendo o último deles, no valor de R$ 5,6 milhões, para fornecimento de pães e bolinhos. O Ministério Público (MP) ofereceu um acordo de delação premiada para o empresário conseguir redução de pena em troca de informações

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