Profissionais com deficiência enfrentam dificuldades no mercado de trabalho

Profissionais com deficiência enfrentam dificuldades no mercado de trabalho

Um estudo intitulado de “Inclusão Sustentável”, realizado com 4.319 pessoas, de 31 de maio a 13 de junho de 2016, para uma amostra de pessoas com deficiência da base de currículos cadastrados no portal de carreira Vagas.com, apurou que 62% dos entrevistados enfrentam algum tipo de dificuldade no mercado de trabalho.

Dentre os participantes, portadores de deficiência física, auditiva, visual, intelectual e pessoas reabilitadas pelo INSS, as dificuldades mais mencionadas foram falta de oportunidades para o perfil profissional (66%), baixos salários (40%), ausência de plano de carreira (38%) e falta de acessibilidade (16%).

Disabled woman on wheelchair talking with managerAlém disso, quatro em cada dez pessoas com deficiência disseram já ter sofrido algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho. Do total de profissionais que admitiu ter sido discriminado, 57% disseram que foram vítimas de bullying. Outros 12% relataram encontrar dificuldades para serem promovidos, e 9% contaram que já passaram por isolamento e rejeição do grupo.

E as dificuldades enfrentadas por eles não parou por aí. Em outra parte do estudo, mais da metade dos participantes afirmaram que a área de recursos humanos das empresas também não está preparada para contratar portadores de deficiência. Entre os trabalhadores que precisaram de auxílio do pessoal do RH, 28% alegaram não ter tido nenhum apoio na resolução dos seus problemas.

Em muitos casos, toda essa dificuldade acontece porque nem mesmo as empresas estão preparadas para receber profissionais que necessitam de condições especiais de trabalho. A lei 8.213/91, conhecida como lei das cotas de deficientes, determina que empresas que tenham a partir de 100 funcionários disponibilizem de 2% a 5% de suas vagas para profissionais com qualquer tipo de deficiência (quanto maior a quantidade de funcionários, maior a quantidade de vagas), mas grande parte delas não sabe como agir quando esses funcionários passam a fazer parte da rotina da corporação. Contratar deficientes físicos é um sinal de responsabilidade social, porém, é preciso saber lidar com uma pessoa que, porventura, possa vir a precisar de auxílio.

Adaptar o ambiente de trabalho para profissionais deficientes também é muito importante. O cadeirante, por exemplo, precisa de espaços amplos, portas largas, rampas, e uma série de outras adaptações peculiares a eles. Os profissionais com deficiência auditiva precisarão de pessoas que saibam se comunicar com a linguagem dos sinais. E os deficientes visuais precisarão ter documentos em braile ou em tamanhos especiais para poder auxiliar qualquer cliente ou colega de trabalho.

As empresas precisam realmente dar oportunidade para o desenvolvimento dos profissionais com deficiência que são qualificados para o trabalho, e não apenas contratá-los para o cumprimento de cotas determinadas por lei.

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