Prefeitura de Campinas pretende incentivar eixo-comercial nas rodovias

Prefeitura de Campinas pretende incentivar eixo-comercial nas rodovias

O adensamento industrial, comercial, de serviços e institucional nessas rotas é uma das propostas da Administração para o novo Plano Diretor Estratégico que está em elaboração e que deverá ser enviado à Câmara Municipal até junho.

O secretário de Planejamento e Urbanismo, Carlos Augusto Santoro, disse que, na Prefeitura, ainda não há um consenso sobre o tipo de incentivo que será definido. Técnicos defendem uma isenção do pagamento da outorga por determinado período.

Santoro é contra a cobrança da outorga. Ele entende que a cobrança, que garantirá que o empreendedor construa acima do coeficiente de aproveitamento do terreno que estará definido em lei, encarecerá o empreendimento. “Se houver cobrança de outorga, em vez de incentivar a ocupação econômica dessas áreas, teremos efeito contrário”, afirmou. O novo Plano Diretor deverá fixar o coeficiente de aproveitamento do terreno em um para toda a cidade, ou seja, será permitido construir, sem custo, uma vez a área do terreno. Quem quiser construir mais, terá que pagar por esse “solo criado”.

Santoro disse que alguns equívocos cometidos no Plano Diretor de 2006 precisam ser corrigidos no novo plano, quando se trata de estabelecer regras de ocupação do território. Ele citou o exemplo da Rodovia Santos Dumont, onde ao longo da via é classificada como zona 14 e, 100 metros para dentro, como zona 2. A zona 14 é destinada ao uso industrial não incômodo, de pequeno, médio e grande porte e aos usos comercial, de serviços e institucional, de pequeno, médio e grande porte. Já a zona 2 é estritamente residencial, destinada aos usos habitacionais unifamiliares e multifamiliares; o comércio, os serviços e as instituições de âmbito local são permitidos com restrições quanto à localização.

“Isso não pode acontecer. É preciso que entre a zona industrial e a residencial exista uma zona de transição, de uso misto. Isso evita situações que temos hoje como a instalação de uma empresa de valores nas margens da rodovia e 100 metros para dentro uma área residencial”, afirmou.

O novo plano vai definir diretrizes para o zoneamento da cidade, mas as regras de ocupação estarão fixadas na nova Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), que também está em elaboração. Na ocupação das faixas ao longo das estradas que cortam a cidade, a LUOS vai estabelecer áreas para implantação de atividades econômicas de caráter regional ao longo das rodovias nas áreas de influência direta.

Para o especialista em logística José Marcos de Oliveira Pinto, um grande número de condomínios logísticos tem se espalhado pelo País para atender à demanda de empresas que buscam uma solução para as suas operações. Esse fenômeno, segundo ele, está levando ao aumento dessas instalações, localizadas em pontos estratégicos de escoamento, fugindo de centros urbanos para áreas industriais e de fácil acesso às principais rodovias. “É um processo natural e que a gente já vem observando há algum tempo em Campinas. A Rodovia D. Pedro I é um caso exemplar e acredito que a próxima será a Santos Dumont, que terá o acesso facilitado com o prolongamento do Anel Viário Magalhães Teixeira”, afirmou.

Deixe uma resposta

Fechar Menu
Fale aqui
1
Olá, tudo bem !
No que posso te ajudar ?
Powered by