Operação Ouro Verde cumpre mandados de prisão e apreensão na região de Campinas; secretário é exonerado e preso

Operação Ouro Verde cumpre mandados de prisão e apreensão na região de Campinas; secretário é exonerado e preso

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e policiais militares cumpriram, nesta quinta-feira (22), 7 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em Campinas (SP), Jundiaí (SP), São Paulo (SP) e Serra Negra (SP). Uma das ordens de prisão é contra o secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Sílvio Bernardin. A Prefeitura de Campinas confirmou a exoneração do titular da pasta. Ele foi preso às 16h, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, após viagem a Brasília (DF).

A administração municipal informou, na nota oficial, que a exoneração foi a pedido do próprio secretário, para exercer “o amplo direito de defesa”. O Executivo ainda afirmou que contribui com a Justiça, tomando “medidas assertivas” diante dos fatos. A operação desta quinta faz parte da 3ª fase da Operação Ouro Verde, que investiga desvio de verbas públicas na saúde, e foi batizada de ‘Reação’.

Segundo o Gaeco, além de um secretário, dois ex-diretores do Hospital Ouro Verde e quatro empresários estão entre os investigados. A Promotoria confirmou um mandado de prisão em nome do empresário do ramo de comunicações Sylvino de Godoy Neto, proprietário do jornal Correio Popular e outros meios de comunicação.

Segundo o advogado dele, o empresário passou mal e precisou ser internado. Disse ainda que o cliente passou por um procedimento cirúrgico recente. “Nada justifica uma prisão temporária”, disse o advogado Ralph Tórtima Filho.

O Hospital Celso Pierro, da PUC-Campinas, onde Sylvino de Godoi está internado, informou, em nota oficial, que o empresário “está internado na Unidade Coronária (UTI do coração), mantém parâmetros vitais estáveis em investigação e monitorização clínica”. O paciente contínua sem previsão de alta hospitalar.

O filho dele, Gustavo Kahttar de Godoy, também é um dos alvos da operação. O advogado dele, Tórtima Filho, afirmou que Kahttar não está em Campinas e vai se apresentar a qualquer momento. No entanto, reiterou que “não há motivos para o mandado de prisão temporária”.

Em Jundiaí, foi preso o diretor da Vitale, que administrava o Ouro Verde, Thiago Pena. João Carlos da Silva Júnior foi preso na capital e chegou à sede do MP em Campinas por volta das 10h. Também foram presos Danilo Silveira e Felipe Brás, além de Alcir Fernandes Pereira, contador da Vitale, preso em Campinas. Todos os detidos foram levados para a 2ª Seccional de Campinas.

Presos na operação:

  • Sylvino de Godoy Neto, dono do grupo Rede Anhanguera de Comunicação (RAC).
  • Sílvio Bernardin, secretário municipal de Assuntos Jurídicos, exonerado nesta quinta-feira
  • Thiago Neves, membro da gestão da Vitale, que administrava o Hospital Ouro Verde, preso em Jundiaí
  • João Carlos da Silva Júnior, preso na capital paulista
  • Danilo Silveira, dono de laboratório de análises clínicas
  • Felipe Brás, empresário da empresa de higienização de material hospitalar Grennlav
  • Alcir Fernandes Pereira, contador da Vitale

Não foi preso:

  • Gustavo Kahttar de Godoy, filho de Sylvino e tinha empresa de exames de imagem que prestava serviço ao Hospital Ouro Verde

Motivo das prisões

Os alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Ainda segundo os promotores, apurou-se o desvio de ao menos R$ 2 milhões de recursos públicos.

Os desvios envolveram o direcionamento de contratação de fornecedores com preços superfaturados e entrega de vantagens indevidas para agentes públicos.

FONTE: g1.globo.com

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