Brasil registra 1891 casos e 34 mortes pelo coronavírus
Vacinação gripe: primeira fase da campanha começou nesta terça-feira, 23, e é voltada a idosos. (Ueslei Marcelino/Reuters)

Brasil registra 1891 casos e 34 mortes pelo coronavírus

Todos os estados brasileiros têm pelo menos um caso da doença, segundo o Ministério da Saúde

O Brasil está com 1891 infectados pelo coronavírus (causador da doença Covid-19), segundo balanço diário divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 23. O número de mortes subiu de 25 para 34, um aumento de 36% em apenas um dia.

Todos os estados brasileiros têm pelo menos um caso da doença. São Paulo tem 745 casos e já registrou 30 mortes pela Covid-19. Entre estes casos está o de um jovem, do sexo masculino, de 33 anos que tinha doença pré-existente. Outra vítima tinha 49 anos. As demais mortes são de pessoas acima dos 60 anos.

O Rio de Janeiro tem quatro mortes e 233 casos. Ao lado dos dois estados do Sudeste, o Ceará é um dos que mais tem infectados com 163. Os números de outros estados que também chamam a atenção são: Distrito Federal (133), Minas Gerais (128), Rio Grande do Sul (86), Santa Catarina (68), Bahia (63), Paraná (56), Pernambuco (42) e Amazonas (32).

Apesar de ter diferentes níveis nos estados, o Ministério da Saúde reconheceu que há a transmissão comunitária do coronavírus em todo país. Quando chega a esta categoria, é impossível saber de onde veio a infecção.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na última sexta-feira, 20, que até o final de abril o sistema de saúde brasileiro vai entrar em colapso pela epidemia do coronavírus. Mandetta chegou a recomendar o adiamento das eleições municipais por conta da covid-19. 

“Claramente, em final de abril nosso sistema de saúde entra em colapso. Colapso é quando você tem dinheiro, mas não tem onde entrar (nos hospitais)”, afirmou, Mandetta, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Eles participam de videoconferência com empresários sobre medidas de enfrentamento ao coronavírus.

Vacinação gripe

O governo federal antecipou o começo da campanha de vacinação contra a gripe para esta segunda-feira, 23, em todo o país. A imunização será feita em etapas. Esta primeira é voltada para pessoas acima de 60 anos e profissionais da saúde. Para aumentar a segurança, ela está sendo feita em locais abertos e com distanciamento entre as pessoas.

A partir do dia 16 de abril serão vacinados doentes crônicos, professores (rede pública e privada) e profissionais das forças de segurança e salvamento. A partir de 9 de maio vai incluir crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, pessoas com deficiência, povos indígenas e funcionários do sistema prisional.

Fechamento da fronteira

Diante do avanço do surto do Covid-19, o governo federal fechou as fronteiras terrestres com a Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Suriname. A fronteira com a Venezuela já está fechada. No domingo, 22, o governo formalizou no Diário Oficial da União o fechamento da fronteira terrestre também com o Uruguai.

Casos aumentarão até junho

O ministro da Saúde afirmou que os números vão aumentar exponencialmente até o fim de junho. “Estamos imaginando que vamos trabalhar com espirais ascendentes entre abril, maio e junho. Passaremos de 60 a 90 dias de muito estresse e teremos sobrecarga”, disse Mandetta.

Segundo as estimativas, em julho os casos deverão entrar em recessão e em agosto e setembro o cenário deverá estar voltando a patamares menores. “Desde que a gente construa a chamada imunidade em mais de 50% das pessoas”, afirmou.

Medidas econômicas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou uma série de medidas de ajuda para reduzir o impacto na economia que será causado pelo Covid-19.

Estão sendo preparados uma bolsa para profissional autônomo, no valor de R$ 200, além da garantia de pagamento a trabalhadores que tiverem a jornada de trabalho reduzida.

Ações nos estados

Diversos estados estão adotando medidas para frear o avanço do coronavírus. O Rio de Janeiro decretou situação de emergência e determinou, entre outras medidas, a suspensão, a partir de sábado, 21, da ponte-aérea entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recomendou fechar os shoppings center e academias da região metropolitana. Além disso, as aulas nas escolas públicas e privadas também estão sendo suspensas.

Fonte: EXAME

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