Crise acentua os déficits dos fundos de pensão

Crise acentua os déficits dos fundos de pensão

Pandemia do novo coronavírus e efeitos sobre ações fazem fundos de pensão prever crescimento dos déficits em 2020

A Abrapp, associação que representa os fundos de pensão, espera um “crescimento gigantesco” dos déficits das fundações em 2020. Os resultados serão pressionados pelo avanço do coronavírus e seus efeitos sobre o mercado acionário. Os fundos têm parte importante de suas carteiras em ações de empresas que vem sofrendo com os efeitos da pandemia. “Será um ano muito complicado para bater as metas atuariais”, afirmou o presidente, Luís Ricardo Martins.

Com oito meses do ano pela frente, ainda é difícil estimar o tamanho do rombo, mas há representantes da indústria que preveem que o resultado negativo pode chegar a R$ 100 bilhões ao fim do ano. “Não é possível projetar qualquer valor com 100% de certeza para o final de 2020. A volatilidade está muito elevada”, disse Lúcio Capelletto, que comanda a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Para tentar minimizar esse impacto, a Abrapp apresentou 19 propostas para as autoridades do governo. “Precisamos de medidas emergenciais para amenizar os impactos no segmento. São imediatas, excepcionais e provisórias. O objetivo é desonerar patrocinadores, empregados e participantes, aposentados e assistidos”, disse ao Valor o presidente da associação. Para Martins, o governo está sensível às mudanças. O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) se reunirá na quinta-feira e deve discutir os temas.

Fonte: Valor Investe

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