Mercado imobiliário aposta em ferramentas digitais para manter as vendas durante a quarentena
Mercado imobiliário do Alto Tietê tenta se reinventar com ferramentas digitais — Foto: Reprodução/TV Diário

Mercado imobiliário aposta em ferramentas digitais para manter as vendas durante a quarentena

Apesar do mercado desaquecido, corretores e imobiliárias tentam contornar a crise com vídeos e atendimentos pela internet.

Apesar de afetado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o setor imobiliário tem se adaptado às novas formas de atender aos clientes. No Alto Tietê, corretores e imobiliárias aproveitam o máximo das ferramentas digitais e usam a criatividade para manter as vendas em dia.

Que o sonho da casa própria faz parte da vida de muita gente, isso não é nenhuma novidade. No entanto, em meio à pandemia do novo coronavírus, realiza-lo está cada vez mais difícil. O Covid-19 afetou o mercado imobiliário em todo o país. Embora necessárias, as medidas de distanciamento social, como a quarentena, têm derrubado as projeções de crescimento do setor e frustrado as expectativas de vendas.

A pandemia fez com que muitas imobiliárias fechassem e ainda obrigou que alguns edifícios restringissem o acesso de pessoas de fora, incluindo corretores de imóveis. No entanto, alguns profissionais tem conseguido driblar a crise.

O corretor Neto Argentino, por exemplo, explica que há cinco anos começou a gravar vídeos dos imóveis disponíveis. Na época, o objetivo era que o cliente conhecesse o espaço sem precisar sair de casa. Agora, em tempos de isolamento social, a ideia ganhou uma importância ainda maior e tem feito a diferença.

“Agora com o advento da pandemia, as pessoas se permitem. Elas têm mais interesse. Todo mundo está assustado com a situação. Ninguém quer se expor desnecessariamente, então a aceitação é muito maior. As pessoas têm gostado bastante de fazer a visita virtual. Na outra mão, eu enxergando isso, eu também tenho me esforçado para gravar os vídeos em formatos diferentes. Às vezes até fazendo o caminho que a pessoa teria que fazer nas ruas para chegar ao imóvel”, comenta Argentino.

Marcelo Bonanata é diretor de vendas de uma incorporadora de Mogi das Cruzes que atende 30 cidades em 10 estados do país. Ele conta que, apesar das incertezas por causa do novo coronavírus, as pessoas ainda precisam das casas e os corretores ainda precisam trabalhar. Quando os dois lados querem, não há nada que possa impedir. Aliás, se não pode ser fisicamente, o que não faltam são possibilidades.

“Todos os nossos colaboradores, o corpo de vedas, está em home office. Eles estão logados com as nossas plataformas on-line. Nós tiramos praticamente todos os nossos investimentos off-line e colocamos na área online. Estamos fazendo uma série de coisas também. Vídeos mostrando os apartamentos decorados, as fachadas dos prédios, as maquetes. Esses vídeos a gente disponibiliza ao setor de vendas para que eles possam pegar esse material, colocar nas redes sociais, manter para sua carteira de clientes”, explica o empresário.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), todas as alternativas são válidas. Ele afirma que o uso das tecnologias nesse período está transformando o mercado e arrisca dizer que o setor nunca mais será o mesmo.

“Na prática eu tiro por mim, porque eu, minha mulher e minha filha somos corretores de imóveis. Temos o nosso escritório. Evidente que estamos todos em casa. Ninguém sai, só mesmo para o estritamente necessário, comprar remédio e alimento, mais nada. Estamos fazendo o trabalho via internet. E-mail, Skype, Zoom. Por aí a gente está conversando e vai mantendo os contatos. Interessante é que nós estamos conseguindo levar. Eu vejo até com surpresa e as dificuldades não são tão grandes. Parece mais que é uma questão de adaptação. Acredito até que, no passar da pandemia, nós vamos ter uma nova relação com o mercado”, conclui José Augusto Viana Neto.

Fonte: G1

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