REMDESIVIR – Esperança de tratamento para o Coronavírus?

REMDESIVIR – Esperança de tratamento para o Coronavírus?

LUZES NO FIM DO TÚNEL, o antiviral Remdesivir era um candidato dentre alguns promissores tratamentos no combate ao Covid-19, e, assim, um eventual catalisador positivo para os mercados.

O Stat News divulgou que obteve um vídeo com resultados preliminares positivos de um estudo do tratamento sendo feito com pacientes em um hospital em Chicago. Mais especificamente, a Universidade de Medicina de Chicago recrutou 125 pacientes com Covid-19 para testes clínicos com o Remdesivir. Dessas pessoas, 113 estavam em estágio severo, com risco de mortalidade alto. Todos os pacientes foram tratados com infusões diárias do tratamento. De acordo com a notícia, a maior parte dos pacientes recebeu alta em apenas seis dias, e dois faleceram.

De acordo com Kathleen Mullane, a infectologista da Universidade de Chicago que tem cuidado dos estudos para o hospital, é impossível avaliar os resultados iniciais de forma conclusiva, já que testes adicionais são necessários, inclusive com grupos de controle para comparação. Ainda assim, o mundo inteiro tem esperado por resultados iniciais dos testes com Remdesivir, que tem sido apontado como um potencial tratamento contra o novo coronavirus. Resultados com dados dos primeiros 400 pacientes nos estudos podem sair nos próximos dias (fim de abril), e um estudo maior, com grupo de controle em pacientes em estágio moderado, é esperado para o fim de maio.

As ações da Gilead, empresa que produz o antiviral, subiram mais de 10% no “premarket” com a notícia, que também fez preço nas bolsas globais (S&P futuro subindo mais de 2%).

Reiteramos nossa visão de que o Remdesivir, assim como alguns tratamentos já existentes, é um risco de upside para o mercado, e potencial catalisador positivo. A curva de contágios e fatalidades e notícias sobre resultados de testes de tratamentos devem continuar sendo os grandes direcionadores de preços no curto prazo.

O Remdesivir é um tratamento experimental que mira o RNA (material genético) e impede replicação viral. Foi concebido inicialmente para o vírus ebola (sem grande sucesso), mas com amplo espectro, em tese conseguindo trabalhar contra o coronavírus causador da MERS em testes laboratoriais. É notável que ele não está amplamente disponível, é de manufatura complexa, e é um tratamento intravenoso.

Fonte: Exame

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