Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam após ata do Copom

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam após ata do Copom

Investidores monitoram ata do Copom e dados fracos do setor de serviços no Brasil; no exterior, tensão comercial entre China e EUA está no radar

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto recuam na manhã desta terça-feira (12), enquanto o mercado avalia a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em busca de maior clareza sobre os próximos passos do Banco Central.

No documento, a autoridade monetária destacou que a conjuntura prescreve estímulo extraordinariamente elevado e que considera um último ajuste para a próxima reunião, em junho, de até 0,75 ponto percentual, ressaltando que o corte está condicionado ao fiscal.

Na avaliação do Morgan Stanley, o BC manteve a mesma mensagem do comunicado, reforçando o tom “dovish” (favorável a cortar os juros).

“Os membros do comitê debateram sobre o ritmo de recuperação no segundo semestre de 2020 e o cenário-base deles é de uma retomada mais gradual do que se esperava anteriormente, começando apenas no terceiro trimestre. Além disso, eles assinalaram que o aumento na ociosidade deve ter um impacto desinflacionário, dada a contração da demanda agregada”, escreveram os economistas do banco, em relatório.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Investidores também monitoram hoje dados fracos do setor de serviços no Brasil, que registrou queda de 2,7% em março no volume na comparação anual, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou pior que o esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que era de queda de 2,1% no período.

Mercado hoje

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava uma taxa de 3,42% ao ano, ante 3,46% a.a. na tarde de segunda-feira (11). O investidor pode adquirir o título integralmente por R$ 2.676,84 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 53,53 (recebendo uma rentabilidade proporcional à inflação).

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 4,43%, frente aos 4,47%, a.a. ofertados anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o juro do papel com vencimento em 2026 recuava de 7,04% para 6,93% ao ano, enquanto o prêmio pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 cedia de 8,02% para 7,95% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados

 

Noticiário externo

No ambiente internacional, investidores monitoram sinais renovados de tensão comercial, com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, tentando bloquear os investimentos em ações chinesas por um fundo de pensão do governo.

A notícia ofusca o anúncio da China de que vai isentar mais produtos dos EUA de tarifas punitivas, como químicos e têxteis, segundo comunicado divulgado pelo Ministério de Finanças chinês.

No mercado cambial, o dólar opera em queda em relação ao real, com baixa de 0,88% por volta das 10h20, cotado a R$ 5,77.

 

Fonte: Infomaney

 

 

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